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Sábado, Maio 15, 2004


37 aninhos, mas com um corpinho de 18...

E amanhã é o meu aniversário. Ueba!!!!

:-)

Se alguma alma caridosa quiser me dar uma pantufa de pé-de-monstro, número 44, ficaria eternamente agradecido...rs!!!!

Até +


:: por Nelson :: 7:34 PM :: Comments:

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Quarta-feira, Maio 12, 2004


Pensar e falar


Por Miriam Leitão



"O presidente Lula fala demais. De forma irrefletida. Diariamente, os jornais relatam suas impropriedades, escorregões e gafes. No jantar da bancada do PTB, ele fez algo mais perigoso: misturou uma dose de uísque com o improviso. Vangloriou-se dos seus contatos internacionais, desafiou o governo anterior para debate, falou que o país vive na pendura e disse que os líderes da América Latina vivem no século XIX. E tudo numa noite só.
Nestes 16 meses de governo, Lula tem dado poucas entrevistas e nenhuma coletiva formal no Planalto, como seus antecessores. Prefere fugir das perguntas incômodas e falar livremente o que lhe vem na cabeça. "Um dia acordei invocado e liguei para Bush", exibiu-se. Chefes de Estado pensam estrategicamente até os contatos supostamente informais. Cada palavra do presidente em contato com um líder de outro país tem que seguir um objetivo previamente traçado. Por isso, na próxima vez que acordar invocado, não deve ligar para ninguém antes de refletir sobre o quê, por quê, com que objetivo o presidente do Brasil quer falar com outro mandatário.

Lula nos improvisos anuncia decisões não tomadas; dá como certas providências que não executa; confunde conceitos e faz frases lamentáveis em todos os aspectos. Presidentes são líderes; quando falam, ajudam a fortalecer valores. Por isso, todo o cuidado é pouco. Ao discursar no Nordeste, em março, disse que "não é livro que ensina a governar". Num país que estudou pouco, lê pouco, na região com os menores índices de escolaridade do Brasil, a frase é perigosa. Pode ser entendida pelos jovens como uma autorização para abandonar estudo e leitura. Das duas armas precisamos para enfrentar os desafios do século XXI. Lula interrompeu os estudos no quinto ano do fundamental pelas dificuldades que vivia na época. Entende-se. Depois, não estudou porque não quis. Isso é mais difícil de entender. Tem todos os motivos para orgulhar-se de sua trajetória, mas hoje o mercado exige cada vez mais escolaridade dos jovens. Na Bienal do Livro, o paralelo que fez entre a "preguiça desgramada" de andar na esteira e ler um livro foi esdrúxulo. Cercado de livros e de jovens, Lula, antes de falar, deveria ter pensado sobre os valores que ele, como líder, deve defender.

O arquivo de suas palavras já registra uma galeria de frases erradas, ditas no lugar errado. "Quando Napoleão foi à China", disse ele, referindo-se a um fato que a História não registra. Ao falar do acidente em Alcântara, em que morreram 22 pessoas, foi indelicado: "Há males que vêm para bem." Ao falar no Clube do Exército, para uma platéia de militares, atirou: "Não adianta ter um bando de generais e um bando de soldados." A palavra "bando" é inadequada. Numa homenagem às mulheres: "Minha mãe era uma mulher que nasceu analfabeta." Se soubesse ler ao nascer, seria um fenômeno para a ciência. Em pelo menos duas ocasiões, ofendeu países que estava visitando: na Namíbia, disse que a capital era tão limpa que nem parecia africana; na Índia, sobre o Taj Mahal: "Um país que constrói um monumento daquela magnitude tem tudo para ser mais desenvolvido do que é atualmente." Qualquer pessoa pode errar nos improvisos, mas é difícil encontrar alguém que, errando tanto, estando tão exposto, continue com o mesmo arriscado hábito.

"Eu quero dizer a vocês com a sinceridade que um homem pode falar a outro homem." Isso de falar de homem para homem é velho demais e não faz sucesso com as mulheres. Suprimi-las implicitamente no discurso, menos ainda. "Na Amazônia, vivem 20 milhões de cidadãos que têm mulheres e filhos." Uma dúvida conceitual: as mulheres são apenas agregadas dos cidadãos? Uma dúvida estatística: o total da população da Região Norte, incluindo homens e mulheres, é de 13,5 milhões, na estimativa de 2002.

Há trechos dos seus discursos que não fazem sentido algum. São palavras simplesmente sem nexo. Em outros momentos, ele desdiz num dia o que disse no anterior. No dia 3 de abril, disse: "Fiz mais em 15 meses do que muita gente em 500 anos." Quatro dias depois: "Tem gente que governou este país nos últimos 30 anos, e a grande maioria ainda está no poder. E agora cobram de nós, como se pudéssemos fazer em 500 dias o que eles não fizeram em 500 anos."

Contradições e platitudes desgastam a imagem do governante. Gafes costumam ofender e isso, na diplomacia principalmente, deve ser evitado. Precipitações constrangem o próprio governo. Na última terça-feira, cometeu o erro duas vezes: disse que vai dobrar o número de recrutas das Forças Armadas, sem explicar de onde virá o dinheiro; depois, avisou no ABC que anunciaria durante a semana boas novidades sobre a correção da tabela do Imposto de Renda, o que ainda não fez.

O presidente da República não pode ser ventríloquo dos assessores, nem deve perder a espontaneidade com que conquistou o país. O ideal é que, em ocasiões mais formais, leia. Nas informais, fale com naturalidade. Mas deve pensar previamente, até nos improvisos, que mensagem quer passar para cada público, em cada ocasião e naquela específica circunstância. Deve comandar as próprias palavras e não ser comandado por elas.

Mas tudo isso o presidente sabe. No dia 7 de maio do ano passado, numa reunião no Nordeste, ele disse: "Não é boa política falar tanto tempo quando as palavras têm cada vez mais valor, na seriedade que a política está a exigir de nós. Político bom é o que pensa e depois fala." Nem naquele dia ele conseguiu conter sua loquacidade compulsiva. Falou de improviso mais 50 minutos".

E daí me pergunto: o que fizemos para merecer um presidente desses????

Até +


:: por Nelson :: 6:59 PM :: Comments:

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Terça-feira, Maio 11, 2004


Novidade

Olá meus caros,

Quando puderem, dêem uma passadinha por aqui:

http://thatsllfolks.blogspot.com

Até +


:: por Nelson :: 2:13 PM :: Comments:

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Segunda-feira, Maio 10, 2004


"Oisive jeunesse à tout asservie, par délicatesse j'ai perdu ma vie"

- Arthur Rimbaud -

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"...Mas acabou tudo mesmo, pelo menos para nós. Ficamos velhos precoces, de repente, a juventude demorou demais, e subitamente escureceu como um pôr-do-sol tropical. Agora requentamos saudades, comparando os bons tempos com os insossos tempos novos. Perdemos a fome, a melhor cozinheira. Nossa hora acabou e não fizemos muito. Apud Robert Musil: 'Não se pode ficar de mal com seu próprio tempo sem dano para si mesmo'..."


[LAMAZIÈRE, Georges. Um crime quase perfeito. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995, p. 13-14]

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"Entre os restos que habitam a casa, a manhã abortada, coberta de sangue a quem foi negado nascer entre os teus braços, flores secas e despedaçadas a dente deitadas aos pés do teu retrato e um beijo frio que morreu de fome atrás da porta que não mais se abriu. Entre os restos que habitam a casa, o espectro dos teus olhos no espelho do quarto plenos das certezas que não me deste, as frases de um amor insano agarradas aos lençóis, uma réstia de sol que passeou nos teus cabelos pousada nua na almofada esquecida e uma paixão partida escondida em cacos debaixo de um travesseiro. Entre os restos que habitam a casa, um sonho que virou brisa impregnado nas cortinas com o teu cheiro, o gozo mais fundo dentro de uma gaveta, soluços galopando lírios nos vasos e o amor absoluto que preferiste não tomar para ti. Entre os restos que habitam a casa, o pouco que sobrou de mim".


- Ticcia - (do blog: "Não Discuto")


Até +


:: por Nelson :: 1:12 PM :: Comments:

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Sábado, Abril 17, 2004


Para a Fê

Oi Fê, tudo bem?

Sim, sou fã do Luiz Alfredo Garcia -Roza - bem como de Isaías Pessotti ("Aqueles cães malditos de Arquelau" é fantástico...), não sei se vc conhece - e seu delegado Espinosa desde o primeiro livro e, como bom fã, já li todos os policiais que ele escreveu (para mim, o melhor é "O silêncio da chuva").

Quanto aos comentários, eu não os comento um por um (hábito que mantinha no "Distraidos venceremos") por absoluta falta de tempo, e consideraria injusto de minha parte responder apenas a algumas pessoas e não a outras.

Espero que vc apareça sempre por aqui, viu?!

Beijos,

Até +


:: por Nelson :: 5:08 PM :: Comments:

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Sexta-feira, Abril 16, 2004


PRO-LIXO

Palavras e expressões que deviam ser temporariamente esquecidas

"Tudo de bom" É de uma afetação, de um deslumbre, indizíveis, que acabam depondo contra o objeto elogiado. Exemplo: "Ai, esse disco é tudo de bom!"

"Vamos combinar" - Expressão impositiva, que não admite contra-argumentação (ou busca, estrategicamente, fugir dela) e investe na unanimidade. Exemplo: "Vamos combinar que o livro de fulano é uma porcaria."

"Bombando" - De uma vulgaridade e superficialidade que dispensam mais comentários ou exemplos.

"Vou estar" - Importada dos manuais de marketing, invadiu São Paulo e depois o Rio. Exemplo: "Vou estar avisando ao setor de atendimento, e o senhor vai estar recebendo um telefonema de um técnico que vai estar fazendo uma visita". Insuportável.

"Na berlinda" - Um dos maiores abusos de expressão chata em título de matéria já perpetrados pela imprensa em todos os tempos. Exemplo: "O filme de Gibson na berlinda".

"Ninguém merece" (Por sugestão de leitor) - Não sei se nasceu da publicidade da gostosona no elevador (Sarahyba?) com o teen que vai cracá-la quando a mãe dele liga e ela diz "ninguém merece". Mas é daquelas expressões que todas as mocinhas que se julgam modernas mas não passam de patricinhas despejam pelas ruas. Argh!

Encontrei esse texto aqui!

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:: por Nelson :: 12:11 AM :: Comments:

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